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domingo, 29 de maio de 2011

Biopsia do figado


Biópsia Hepática

O que é ?

Uma amostra de tecido hepático pode ser obtida através de uma punção

biópsia com agulha (inserção de uma agulha através da pele até o

órgão) com paciente anestesiado (anestesia local ou sob sedação).

Como o dano hepático pode acontecer até mesmo em casos assintomáticos

(nenhum sintoma), é importante executar a biópsia e determinar se há

inflamação, especialmente antes de iniciar o tratamento com

medicamentos específicos.

O exame anátomo-patológico irá definir o dano hepático pelo vírus ou

outras causas.

Serão utilizados critérios internacionais para graduar a fibrose no

fígado. Quanto maior a fibrose maior a agressão do órgão.

A biopsia confirma o diagnostico assim como determina o volume de

danos causados no órgão. É também utilizada apos transplantes para

determinar a causa de exames elevados e determinar se existe rejeição

do órgão transplantado ou recidiva de vírus.

Exames Diagnósticos necessários pré - biópsia hepática



Laboratoriais: hemograma, plaquetas, tempo de protombina, glicemia,

sódio, potássio, uréia, creatinina eletroforese de proteínas, perfil

bioquímico hepático, perfil lipídico. Sorologias para vírus das

hepatites. PCR qualitativo e/ou quantitativo, genotipagem para vírus

hepatite C.



Radiológicos, som e imagem: Ultrassom de abdome superior ou tomografia

de abdome.



Endoscópicos: (em casos de doença = cirrose).

Endoscopia digestiva alta para diagnóstico de varizes esofágicas

denotando hipertensão portal e orientando encaminhamento a outro grupo

que acompanhe pacientes com necessidade de tratamento cirúrgico.



Indicações para biópsia hepática percutânea



1. Diagnóstico anátomo-patológico para estadiamento METAVIR,

pré-tratamento em hepatopatias virais crônicas.



2. Após tratamento, repetir biópsia hepática a cada cinco anos,

(seguimento e estadiamento de fibrose = cirrose). Consensos atuais.



Técnicas



1- Punção com agulha de Tru Cut:

É o método mais comum, retira-se uma amostra do tecido através de uma

agulha que é inserida por uma fração de segundo, na área determinada.



Realizada em ambiente hospitalar ou ambulatorial, é necessário

observação e repouso pós-punção por três a seis horas, e caso não haja

complicações, o paciente é liberado para casa.



O médico determina a melhor posição, profundidade e localização da

punção, através de exame físico ou ultra-sonografia.



A pele e a região sob a pele serão anestesiadas, uma agulha penetrara

rapidamente na área determinada.A dor pode ocorrer em alguns casos,

principalmente dor referida no local da punção e também no ombro

direito.





2- Punção com agulha de Tru Cut guiada por Ultrassom ou Tomografia:



Realiza-se a punção com agulha de Tru Cut guiada por algum método de

imagem. É ideal em casos de tumores onde a localização da lesão é

importante.



3- Outros métodos:



Outros procedimentos utilizados, porem não muito comuns, são:

laparoscopia, o transjugular e a biopsia cirúrgica.



Riscos



O risco mais comum é o sangramento através do local onde a agulha foi

inserida no fígado (risco inferior a 1% dos pacientes). Outra

complicação possível seria o punção de outros órgãos como o rim, o

pulmão ou o intestino.



O paciente deve observar os seguintes sinais: suor frio, palidez,

tontura, tremores, desmaios. Se apresentar qualquer um desses sinais

deve se deitar sobre o local da punção e pedir para alguém entrar em

contato com o médico que realizou o exame.



O risco de morte por biopsia de fígado é extremamente baixo, entre 0.1

e 0.01%.



Repetição do procedimento



Sempre necessário antes do inicio do tratamento para avaliar as

alterações causadas pelo fator agressor ao fígado.



Em doenças onde ocorre piora dos exames, mudança de medicação, etc.



Em pós-operatório de transplantes para avaliar rejeições do órgão,

recidiva de vírus, etc.



Mais informações:


Dra. Eloiza Quintela

CRM- SP:80854

Cirurgia – Gastrenterologia Hepatologia

Transplante de Figado

Hepatocentro: Av. republica do Líbano 2123

Ibirapuera CEP: 04501-003 São Paulo- SP

Tel: (0xx11) 5052-1087 ou 011-5056-0931 - celular: (11)-9214-2728

Web site: www.doencasdofigado.com.br

Email: quintela@usp.br

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