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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Hemorragia Digestiva Alta – HDA

Hemorragia Digestiva Alta – HDA



O que é?

Hemorragia digestiva alta (HDA) é uma complicação comum na abertura do quadro diagnóstico da cirrose hepática.



A confirmação clínica é feita pela presença de hematêmese (vômito de sangue) e/ou melena (fezes enegrecidas com sangue).



A suspeita clínica de hemorragia se faz pelas alterações circulatórias, como hipotensão, taquicardia, vasoconstrição periférica, além de ansiedade e palidez cutânea.

Diagnóstico e Exames propedêuticos

O diagnóstico clínico pode ser feito apenas pela presença de vômito de sangue, o que não ocorre com a melena (evacuações enegrecidas), uma vez que pode ser decorrente de outras causas.

Endoscopia: é o principal método diagnóstico, podendo ser muitas vezes terapêutica, realizando esclerose ou ligadura elástica de varizes sangrantes.







Angiografia: usada quando o local de sangramento não é identificado, podendo ser terapêutica com uso de vasoconstritores como vasopressina, por exemplo.

Hemograma e coagulograma: São usados para excluir discrasias sangüíneas

Quadro clínico

Avaliação imediata da frequência cardíaca, pressão arterial, pulsos centrais e periféricos, perfusão cutânea, cerebral e renal, avaliação da diurese.

A hematêmese é confirmada pela observação de sangue vivo ou digerido no vômito ou pela drenagem da sondagem nasogástrica (valor preditivo de 93%).

No toque retal verifica-se a presença de melena, hematoquezia e sangue oculto nas fezes.

Hemoglobina e hematócrito seriados, plaquetas, provas de coagulação, uréia, creatinina, provas de função hepática e gasometria arterial são exames indicados na avaliação da HDA.

Uma relação entre a uréia e creatinina maior que 100 é sugestiva de HDA. A endoscopia digestiva alta (EDA) apresenta sensibilidade diagnóstica de até 95%.

A EDA deve ser realizada em até seis horas nas situações de alto risco: idosos, cirróticos, choque mantido após expansão volêmica adequada e sinais de hemorragia volumosa, persistente ou ressangramento.

Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico das varizes de esôfago incluem a criação de um dos variados tipos de shunts portosistêmicos portocava ou esplenorenal e cirurgias de transecção esofágica e/ou devascularização.

As indicações para colocação dos shunts portosistêmicos estão restritas devido ao sucesso da terapia endoscópica e farmacológica para controle da HDA e, também, pelos avanços alcançados no transplante hepático com melhora da sobrevida.

Prevenção secundária de sangramento

A prevenção secundária com -bloqueadores está indicada em todos os pacientes após o episódio de sangramento. Inúmeros estudos demonstraram a eficácia destes agentes, em geral reduzem o risco de ressangramento ao redor de 40% e de mortalidade de 20%.

Os benefícios da escleroterapia têm sido confirmados pela maioria dos estudos e há uma diminuição da recidiva e da mortalidade quando utilizada em combinação com a terapia farmacológica.

A ligadura elástica parece estar relacionada com melhora da sobrevida e com índices de recidiva ainda menores e apresenta a vantagem de necessitar de menor número de sessões e mínimo risco de complicações.

A ligadura elástica seguida de escleroterapia para obliteração de pequenas varizes residuais parece ser mais efetiva em prevenir a recorrência das varizes com menor risco de complicação.

O transplante hepático é o tratamento definitivo para os pacientes cirróticos com episódios recorrentes de HDA por varizes esofágicas e doença hepática avançada e devem ser considerados em todos os casos.

O TIPS, ao contrário dos shunts cirúrgicos, não comprometem a realização de transplante posteriormente.



Mais informações:

Dra. Eloiza Quintela

CRM- SP:80854

Cirurgia – Gastrenterologia Hepatologia

Transplante de Figado

Hepatocentro: Av. republica do Líbano 2123

Ibirapuera CEP: 04501-003 São Paulo- SP

Tel: (0xx11) 5052-1087 ou 011-5056-0931

Web site: www.doencasdofigado.com.br

Email: quintela@usp.br

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